Durante décadas, o futebol brasileiro conviveu com um paradoxo difícil de ignorar: clubes altamente endividados continuavam competindo, contratando atletas e assumindo novas obrigações financeiras enquanto credores, fornecedores e até outras entidades esportivas aguardavam o cumprimento de compromissos já vencidos.
Em um ambiente marcado por déficits recorrentes, recuperação judicial, atrasos de pagamento e acusações de “doping financeiro”, a discussão sobre sustentabilidade econômica deixou de ser apenas uma preocupação de dirigentes e passou a ocupar espaço central no debate sobre governança e integridade esportiva.
É nesse contexto que surge a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF, uma iniciativa que pretende estabelecer critérios objetivos para solvência, controle de gastos, endividamento e transparência financeira dos clubes brasileiros.
Mas afinal, como esse modelo funciona? Quais são suas exigências? E quais impactos ele pode gerar para o futuro do futebol nacional?
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